segunda-feira, 2 de junho de 2008

escrevi um post imenso.
Li, apaguei.
Aqui não é varal para se estender roupa.

sábado, 31 de maio de 2008

Piadinhas infantis

1ª Piadinha:

Fale bola e gato, em inglês, seguidamente.


2ª Piadinha

Vire o rosto pro lado, prenda as bochechas com os dentes e olhe para cima.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Este não é o começo da felicidade, é a felicidade.

Nos fins de semana, éramos 7. Pai e mãe estudantes, 5 crianças.
Vivíamos em Recife, porque meu pai estava estudando na Universidade Federal de Pernambuco desde 1995. Minha mãe entrou na onda e se propôs a estudar também, entrando no mestrado em 1997.
Meu pai era um estudante com alguns bicos, minha mãe era uma estudante que vivia mais tempo em casa. Nós saiamos todos juntos no fim de semana, pois éramos crianças.
A vida era mais pobre, mas não acho que tenha sido ruim. O apartamento era pequeno, a televisão ficava pifada durante meses.
Fim de semana era rotina. Sexta-feira era dia de descer para o térreo e brincar com Rogério (um japonês que morava no 504), e Thiago e Vítor (moradores do 406). Marcela (do 503) morou lá por 2 anos; foram bons momentos conviver com ela.
Sábado era dia de brincar também: Andar de patins, jogar futebol na rua, zerar Lara Croft. De vez em quando assistíamos Planeta Xuxa, que era um programa muito bom, pelo menos para os meus padrões daquela época :P. No mesmo sábado, ao anoitecer, íamos ao Shopping Center Recife. Dava 22h00 e íamos fazer o passeio noturno: Praia de Boa Viagem, Pina, Ilha do Recife, Santo Antônio, voltar para a Várzea.
Domingo, cedinho, era o melhor momento de fazer as tarefas de casa. Mas eu sempre me esquecia de fazer, ou deixava para o último momento. Íamos almoçar em restaurante, depois fazíamos algum passeio meio away pela cidade. E ficava com dor na consciência, porque eu tinha tarefa de casa para segunda-feira.

Hoje moramos em Brasília. Meu pai é trabalhador demais, minha mãe não fica em casa durante tanto tempo. Meus irmãos cresceram, cada um fica com suas atividades específicas. Eu também tenho minhas atividades específicas, fora do círculo familiar. Painho nunca mais saiu pro shopping com a gente. Quando sai, é bem rápido, sempre com o tempo contido.
A gente nunca almoça em restaurante.
Não acho que morar em Brasília deu unidade a minha família.
Mas o mundo muda e a gente tem de construir a felicidade através disso.
Por isso que eu não vou mais estudar à noite durante 5 dias. Atrasarei o curso, pois eu vou é atrás de qualidade de vida, qualidade de afetividade. =)
Alexandre

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Remix

Falar sobre a morte é falar sobre a vida.

"- Por que você matou a personagem principal?
- Para os outros terem razão para viver."

KIDMAN, Nicole. Virginia Woolf In: DALDRY, Stephen. The Hours. Paramount Pictures : Hollywood, 2003.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Terezinha de Jesus

Terezinha de Jesus deu uma queda
Foi ao chão
Acudiram três cavalheiros
Todos de chapéu na mão
O primeiro foi seu pai
O segundo seu irmão
O terceiro foi aquele
Que a Tereza deu a mão
Terezinha levantou-se
Levantou-se lá do chão
E sorrindo disse ao noivo
Eu te dou meu coração
Dá laranja quero um gomo
Do limão quero um pedaço
Da morena mais bonita
Quero um beijo e um abraço

xxx
O primeiro me chegou como quem vem do florista
Trouxe um bicho de pelúcia, trouxe um broche de ametista
Me contou suas viagens e as vantagens que ele tinha
Me mostrou o seu relógio, me chamava de rainha
Me encontrou tão desarmada que tocou meu coração
Mas não me negava nada, e, assustada, eu disse não
O segundo me chegou como quem chega do bar
Trouxe um litro de aguardente tão amarga de tragar
Indagou o meu passado e cheirou minha comida
Vasculhou minha gaveta me chamava de perdida
Me encontrou tão desarmada que arranhou meu coração
Mas não me entregava nada, e, assustada, eu disse não
O terceiro me chegou como quem chega do nada
Ele não me trouxe nada também nada perguntou
Mal sei como ele se chama mas entendo o que ele quer
Se deitou na minha cama e me chama de mulher
Foi chegando sorrateiro e antes que eu dissesse não
Se instalou feito posseiro, dentro do meu coração

Unindo os dois textos, Teresinha tinha como pai um babão, o irmão um beberrão, o noivo um garanhão.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

"AIDS"

João era um adolescente de 16 anos, estava com uma tosse infindável.
"Meu Deus, o que eu tenho?" pensava. Será que era AIDS?
Pensava que a sua vida iria decair a partir de então. Que não poderia ter filhos pois contaminaria sua esposa, que não teria esperanças de viver mais do que os 30 anos, a não ser que até lá inventei novos milagres da medicina.
Já estava se preparando para pedir o exame de HIV.
Mas então percebeu: "ah, eu sou virgem". Não deve passar de uma gripe.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

A morte

Ontem à noite, quando estava pronto para dormir, escutei o barulho do telefone. Era já meia-noite e meia, e eu sabia que telefonema naquela hora não significava grandes alegrias. A urgência, talvez, seja tamanha que não se conseguiria esperar até o amanhecer. Claro, era a morte.
-Alô.
-Alô. Dona maria está?
-Está sim, mas ela está dormindo.
-Pois então diga que Jacinta, mamãe, morreu. (falou morreu como se gritasse um choro).
-Tá certo.
Desligou na cara.

Meu pai veio perguntar quem era. Aí eu disse que não sabia, mas que Jacinta tinha morrido.
Meu pai se espantou: “Jacinta? Ah... Jacinta...”. Não, não era a Jacinta a tia dele, era a prima da minha avó, a sogra dele.
Fiquei de levar meus avôs para a casa dela em Sobradinho. Acordei cedinho, dei as instruções para o povo que iria para Itapoã, fui em direção a Sobradinho.


Depois eu continuo.