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quinta-feira, 6 de março de 2008

Pensamento de avaliação seriada

[PENSAMENTO 1]Pensar na desgraça dos outros como sua vantagem é maldoso.

[PENSAMENTO 2] O Fredão é tão lenda como professor que fiquei com medo de pegar qualquer matéria. Deixei para lá Métodos e técnicas em antropologia social. Que faço agora?

[PENSAMENTO 3] Daqui a pouco eu vou-me encontrar com o Nardi no Pizza Hutt. Ele não está escrevendo no blog ultimamente. O que será que ele tem?

[PENSAMENTO 4] Ficar falando de assuntos tão pessoais provavelmente distancia de todos os aspectos pertinentes a um blog que se propõe reflexões. Saber da “vida alheia do Lez” é pouco comparado às possibilidades de reflexão, tornando-se apenas “descrição prepotente”.

[PENSAMENTO 5] Para possibilitar uma devida reflexão, apresento uma nova forma de pensamento: A inclusão do reflexionista (filósofo? Cientista?) nas questões a que se propõe a responder. Há reflexão na descrição. Uma possível reflexão é que eu vejo meu mundo como um show. Talvez eu seja parte de uma cultura do entretenimento?

E por último [PENSAMENTO 6] Sobre o pensamento 2, fiquei observando a reação de algumas pessoas quando eu consegui pegar teoria geral do direito penal. “Eu consegui penal!”, bradando a alguns que conseguira. Os que não conseguiram provavelmente olharam para mim e eu pensei que essa pessoa teria pensado “como é que esse idiota conseguiu matéria e eu não?”. Mas não, o pensamento não é assim. Constrói-se, primeiramente, aquela noção sobre a pessoa Alexandre, a de um otário e idiota e depois uma sensação de inveja. “Ele conseguiu, eu não”. Acho legal dizer que “Como é que esse idiota conseguiu matéria e eu não” é diferente pelo processo psíquico “Alexandre é um idiota” somado a “ele conseguiu, eu não”. Sutil, mas diferente.

sábado, 29 de setembro de 2007

FA é FD, mas FD não é FA?



Adultos. Ambos livres, quem são eles?
Poderei descrevê-los? Sim, poderia. Mas seria a minha visão deles, não a deles deles mesmo. E ae? Seria útil?



domingo, 16 de setembro de 2007

Restringir pode ser liberdade. Ao momento que estou definindo "o que é liberdade", faço restrinções a semântica da palavra, entro na metalinguagem para explicá-la. E isso é uma aparente restrinção, é determinado.

Mas qual seria o problema de restringi-la? Seria a palavra "liberdade" menos livre se eu defini-la como algo? Quem disse que ela se sente restrigida, quem disse que ela pensa?

Com isso, surge para mim aquelas definições bem bobas, que são as coisas e os sujeitos. Essa classificação de algo como coisa ou sujeito já foi bastante mutável, tanto é que um negro no século passado era coisa, hoje em dia é sujeito.

Eu posso colocar a palavra dentro de uma grade semântica, com sentidos bem delineados. Ela não será capaz de sair sozinha das grades, ela nem é capaz de conseguir sair das grades semânticas por si só. Ela é uma coisa, porque nem é possível deixar as grades que impus enquanto não existir outro sujeito que serre essas grades. E ela não tem consciência, ela é uma invenção, é inerte, é sem vida, nao age.

Sujeitos são capazes de redefinir as grades semânticas ou até mesmo desconstrui-las. E por isso que a liberdade tanto falada só pode ser imposta a sujeitos. Eles são capazes de agir, as coisas não. Assim, é banal dizer que nao podemos restringir os conteúdos de uma palavra porque não permitimos a liberdade, que isso é algo que contradiz a liberdade, já que não faz sentido formular normas para as palavras. Contradizer a liberdade é dizer que deve-se respeitar a sua conceituaçao de liberdade para os sujeitos.



DIREITO é NORMA!

Muitos vão discordar dessa minha noção de que o estudo do direito é através da norma, inclusive meu companheiro de bloggers D. Nardi ("D." é para indicar que você é um doutor?). Falar que Direito, como ciência, é o estudo da norma abre uma gama de possibilidade imensas e faz uma restrinção que possibilita um início de discussão.


O dogma é só uma forma de ponto de partida.